Crônicas da caixola

O Rio sendo Rio

23 de junho de 2017

Ontem choveu e não teve samba. Teve bossa. Teve chorinho. Mas não teve samba.

O dia depois do temporal que assolou o Rio deixou as ruas tais quais rios, tal qual no século passado, cheio de marcas. As esquinas foram limpas da lama que ficou, os carros que boiavam na Lagoa saíram do ponto turístico e nobre carioca. Devem ter conseguido chegar ao destino com uma parada estratégica para a revisão na Baixada. E olha que lá é longe. Só de trem.

Anteontem não teve samba. Mas também não teve jazz. Não teve capoeira. Mas também não teve stiletto. Tudo bem. Tem dia que o Rio é mais Rio do que a gente pensa.

A ressaca foi paulista. Típico do primeiro dia de inverno. Ainda bem que não chegou numa sexta-feira. Aí sim o Rio deixaria a gente na mão.

Não chegou na segunda. Mas também não foi no fim de semana. A vida volta ao normal hoje, em plena quinta-feira.

É véspera de sexta. E tem samba. Tem chorinho também. Tem roda de conversa. Tem gente saindo do trabalho feliz. Triste também. Tem aqueles que vão parar na Rua do Ouvidor para esperar o trânsito melhorar. E outros tantos que vão esperar a barca passar. A Praça XV que os aguarde.

A vida por aqui continua. Os que saem da academia agradecem. E os que saem da faculdade rezam.

Hoje tem batuque. Porque tem louvor. Gratidão em forma de partido alto.

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