Crônicas da caixola

Renasça e Reconstrua

17 de maio de 2017

No ventre do mundo

Cabem todos os irmãos

Em seu seio

Bebem todos os sedentos

E alimentam-se todos os famintos:

Criação boa e farta

Então, ser órfão por quê?

 

A alma é envenenada

O corpo é corroído

E o mundo destruído

Irmão órfão miserável e sanguinário

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Crônicas da caixola

Carta aberta ao Amor

24 de abril de 2017

Eu tô indo.

E não sei se volto. Porque dessa vez eu estou indo inteira.

Mas, antes de partir, queria muito que soubesse o tamanho do meu amor – se é que consigo medi-lo. Já tentei mensurar pelo tempo, achando em vão que um dia acabasse. Tentei contar pelos batimentos cardíacos por minuto quando pensava em você. Mas, isso é paixão. Tentei até comparar. Fazer listas prós e contras, porém o derradeiro item sempre vencia todos os outros: eu te amo.

Amo mais com calma do que com vontade. Por vontade própria eu não te amaria. Continue lendo “Carta aberta ao Amor”

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Viajar sem pagar: concurso lança desafio; saiba como participar!

15 de abril de 2017

Viajar de graça poderia ser o principal motivo para continuar lendo esse texto. Mas, tem mais: a Momondo, um dos principais buscadores de passagens aéreas e reservas de hotéis, quer mapear raízes genéticas por meio do DNA. Veja só: pelo desafio The DNA Journey, a empresa vai selecionar 30 brasileiros para fazer uma viagem e conhecer seus lugares de origem.

Quem quiser participar deve se atentar para as duas fases da seleção. Na primeira, o concorrente deve responder a pergunta: “Como viajar amplia a sua visão de mundo?”. É possível acessar até a meia-noite do dia 2 de maio no site do desafio The DNA Journey para completar a lacuna.

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Por que as pessoas choram assistindo ‘A Cabana’?

12 de abril de 2017

O mundo precisa de amor. E o amor maior, sem cobranças, sem dor, com apenas recompensas e que traz a paz verdadeira só vindo de Deus. Embora a história de Mack Phillips (Sam Worthington) não seja habitual e, portanto, raro de alguém se identificar – sua filha caçula é raptada durante um acampamento e se culpa por isso -, a ficção aproxima quase que todo o tempo o telespectador comum da fé incomum.  

Recheado de metáforas, ‘A Cabana’ vira uma parábola moderna. Enquanto falta fé no personagem principal, ela derrama em sua esposa (Nan, vivida por Radha Mitchell). A frequência da família à igreja aos domingos é religiosa, mas só a pequena Missy (Amélie Eve) é capaz de verbalizar as dúvidas que assolam o ser humano. Deus é mal? Deus é raivoso? Continue lendo “Por que as pessoas choram assistindo ‘A Cabana’?”

Listas da Ju

Seis cidades de Portugal que você precisa conhecer!

10 de abril de 2017

Pisei em Lisboa e já gostei do que vi. Mas não fiquei muito na cidade no primeiro dia. Era tarde já e só consegui ir nas áreas do Oceanário. Nem o teleférico estava funcionando, mas fica a lembrança do Parque das Nações. Aquela imensidão de azul em vários tons que ligam o céu e a água é lindo!

Simbora pro roteiro! E com fotos! Continue lendo “Seis cidades de Portugal que você precisa conhecer!”

Crônicas da caixola

Pilates é/ou vida!

9 de abril de 2017

O barulho do despertador às oito e meia da manhã é quase implacável. Me acorda, mas não me faz abrir os olhos. A soneca automática de cinco minutos não faz mais efeito. Quando resolvo acordar, mesmo que contrariada, me levanto de lado com todo o cuidado do mundo. Penso na professora de pilates ensinando a forma correta de acordar.

Pois é, acordar. Porque dormir, olha… é um pé pra cá e outro pra lá…

Cumpro a rotina de toda manhã e parto para aula. Uma das melhores coisas de fazer pilates é não ter que colocar tênis quando está calor.

Tem dias que já chego suando no estúdio. Ainda bem que todo começo de aula tem alongamento. Depois eu me engano. É alongamento ou já é exercício? “Sentiu a parte de trás da perna, Ju?” Eu respondo num misto de alegria e medo: “parte de trás da coxa também, né?! Não era pra sentir inclusive panturrilha e abdômen?”

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Londres e Holanda são destinos para bailarinos

6 de abril de 2017

A dança é apresentada ainda quando criança na maioria dos casos daqueles que optam por estudar o ofício. Foi justamente o caso de Denilson Almeida e Jonatas Soares, de 16 anos, que se dedicaram muito ao balé e angariaram bolsas de estudos fora do país. Denilson, morador de Honório Gurgel, começou quando ainda tinha oito anos. A rotina de ensaiar seis dias por semana já o acompanha faz tempo.

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Alunos de escolas públicas têm entrada gratuita no AquaRio

30 de março de 2017

Um  mundo novo para estudantes de todo o Brasil e para os apaixonados pela vida marinha que ambicionam cursar Biologia se abre no AquaRio. O aquário marinho abriu inscrições para visitas de alunos da rede pública, que serão guiadas por monitores durante o ano letivo. Grupos de até 50 pessoas podem se inscrever gratuitamente para aprenderem de forma lúdica.

Já os alunos de escolas particulares passam pela mesma visita pagando R$ 40. O AquaRio, que está localizado na Praça Mauá é o maior aquário marinho da América do Sul e espera receber mais de 200 mil estudantes por ano.   Continue lendo “Alunos de escolas públicas têm entrada gratuita no AquaRio”

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Família Schurmann: depois de rodarem o mundo, o planejamento da próxima aventura

16 de março de 2017

Conheci mãe, pai e um dos filhos da geração Schurmann, a família brasileira que rodou o mundo à bordo de um veleiro, por um convite para navegar e passar um dia na companhia dos aventureiros. Aprendi muito.

Uma dos relatos que mais me impressionou foi a ilha de lixo que eles se deparam nos mares da Indonésia. Heloísa e Wilhelm, mãe e filho, contam essa experiência e o clique que deu naquele momento em trabalhar com sustentabilidade nesse vídeo.

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Crônicas da caixola

Vamos renascer das cinzas

8 de março de 2017

Não era Carnaval, era um baile. Não era um homem, era um menino. Não era um menino, era uma criança. Não, não. Não era nem criança. Criança tem pureza no coração. Com criança a gente sorri.

E eu chorei.

Chorei de raiva. Fiquei perdida.

Foi tudo rápido. Levei um tapa na cara no meio de uma boate e não consegui revidar. A vergonha bateu. E eu só queria sair dali, fugir. Fugir de mim mesma até me reencontrar inteira de novo.

A primeira coisa que ouvi foi “mas o que você fez? Eu te conheço, certamente você fez alguma coisa”. Devo ter feito mesmo. Até hoje não sei o quê. Não sei responder essa pergunta. Mas ela ronda, porque se tem alguma coisa certa nesse mundo é a que eu tenho culpa sim de ter sido assediada e quando fui me impor simples e levianamente recebi uma mão daquelas bem pesadas no rosto.

Arde. Arde muito. Quando as lágrimas correm, arde. Continue lendo “Vamos renascer das cinzas”