Crônicas da caixola

Perhaps

27 de junho de 2017

Talvez eu fique. Talvez.

Fique em cada pinta do seu ombro

Fique em cada espirro na madrugada

Talvez até no ressoar da noite

ou no ronco nas primeiras horas da manhã

Naquele momento em que o sono não me pesa mais

Naquele segundo que você, e só você, resolver me acordar

O seu barulho talvez me embale

e o abajur ainda ligado me lembre que já é noite

Talvez eu goste.

Talvez seu som seja turbulento demais

É o eco da sua vida

Talvez eu até goste

Mas não fique. Continue lendo “Perhaps”

Crônicas da caixola

O Rio sendo Rio

23 de junho de 2017

Ontem choveu e não teve samba. Teve bossa. Teve chorinho. Mas não teve samba.

O dia depois do temporal que assolou o Rio deixou as ruas tais quais rios, tal qual no século passado, cheio de marcas. As esquinas foram limpas da lama que ficou, os carros que boiavam na Lagoa saíram do ponto turístico e nobre carioca. Devem ter conseguido chegar ao destino com uma parada estratégica para a revisão na Baixada. E olha que lá é longe. Só de trem.

Anteontem não teve samba. Mas também não teve jazz. Não teve capoeira. Mas também não teve stiletto. Tudo bem. Tem dia que o Rio é mais Rio do que a gente pensa. Continue lendo “O Rio sendo Rio”

Ganhe cultura

Canalha, quem?

20 de junho de 2017

-Quem nunca foi canalha que atire a primeira pedra!

Xi!

Silêncio?

Não, claro, não. Ouve-se muitas pedras sendo atiradas.

-Canalha que é canalha não se revela. Melhor são aqueles que se assumem garanhões, não-respeitáveis e que fogem a todo custo de um relacionamento sério.

E mulher, aprende a ser igualzinho a eles? Continue lendo “Canalha, quem?”

Crônicas da caixola

O que é o amor?

12 de junho de 2017

O amor não é cumplicidade, não é altruísmo, o amor não é tesão nem tensão, o amor não é ilusão.

O amor simplesmente é. Ele chega e você não vê, só sente. Quando você ama, simplesmente ama.

Escreve-se muito sobre relacionamento, mas pouco sobre o sentimento. Continue lendo “O que é o amor?”

Crônicas da caixola

Novembro

4 de junho de 2017

Meu corpo já não responde

As unhas já não são mais cortadas

A mão desliza cansada

Os pés incham da

Tristeza escorrida

 

Meus reflexos são

Inexatos

E o coração/inacabado

Do pesar desfalecido

 

Meu corpo já abriga

A luz enternecida

E as trevas enamoradas

 

Emancipada vem,

realidade

 

[licença concedida aos versos, escrita em 2013] Continue lendo “Novembro”

Põe na mesa

L’Etoile apresenta menu de inverno

25 de maio de 2017

Sentar para jantar ao som das ondas do mar de São Conrado já seria o suficiente para uma ótima experiência. Mas, não surpreendentemente – porque sempre são aguardadas boas novidades do L’Etoile – a refeição completou o cenário. O menu de inverno, que teve seu lançamento na última semana, é assinado pelo chef fancês Jean Paul Bondoux. Seu companheiro de equipe, o chef executivo Felix Sanchez, me recebeu com aromas e gostos especiais. Tudo seria diferente se não houvesse os vinhos selecionados por Wallace Neves. O sommellier do restaurante, inclusive, foi eleito o melhor do Brasil promovido pela  CVRA (Comissão Vitivinícola Regional Alentejana). Uma honra!

Comecei pela ostra crocante com farinha panko. A apresentação dispensa comentários. Logo em seguida, a aposta do chef chileno que comandava a cozinha: carpaccio de vieiras. Para Felix, será um dos pratos mais servidos durante a temporada fria. O aroma é de deixar qualquer paladar pronto. Há molho cítrico e uma declinação de maracujá. Para harmonizar, o escolhido foi um Sauvignon Blanc.   Continue lendo “L’Etoile apresenta menu de inverno”

Crônicas da caixola

Renasça e Reconstrua

17 de maio de 2017

No ventre do mundo

Cabem todos os irmãos

Em seu seio

Bebem todos os sedentos

E alimentam-se todos os famintos:

Criação boa e farta

Então, ser órfão por quê?

 

A alma é envenenada

O corpo é corroído

E o mundo destruído

Irmão órfão miserável e sanguinário

Continue lendo “Renasça e Reconstrua”

Crônicas da caixola

Carta aberta ao Amor

24 de abril de 2017

Eu tô indo.

E não sei se volto. Porque dessa vez eu estou indo inteira.

Mas, antes de partir, queria muito que soubesse o tamanho do meu amor – se é que consigo medi-lo. Já tentei mensurar pelo tempo, achando em vão que um dia acabasse. Tentei contar pelos batimentos cardíacos por minuto quando pensava em você. Mas, isso é paixão. Tentei até comparar. Fazer listas prós e contras, porém o derradeiro item sempre vencia todos os outros: eu te amo.

Amo mais com calma do que com vontade. Por vontade própria eu não te amaria. Continue lendo “Carta aberta ao Amor”

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Viajar sem pagar: concurso lança desafio; saiba como participar!

15 de abril de 2017

Viajar de graça poderia ser o principal motivo para continuar lendo esse texto. Mas, tem mais: a Momondo, um dos principais buscadores de passagens aéreas e reservas de hotéis, quer mapear raízes genéticas por meio do DNA. Veja só: pelo desafio The DNA Journey, a empresa vai selecionar 30 brasileiros para fazer uma viagem e conhecer seus lugares de origem.

Quem quiser participar deve se atentar para as duas fases da seleção. Na primeira, o concorrente deve responder a pergunta: “Como viajar amplia a sua visão de mundo?”. É possível acessar até a meia-noite do dia 2 de maio no site do desafio The DNA Journey para completar a lacuna.

Continue lendo “Viajar sem pagar: concurso lança desafio; saiba como participar!”

Ganhe cultura

Por que as pessoas choram assistindo ‘A Cabana’?

12 de abril de 2017

O mundo precisa de amor. E o amor maior, sem cobranças, sem dor, com apenas recompensas e que traz a paz verdadeira só vindo de Deus. Embora a história de Mack Phillips (Sam Worthington) não seja habitual e, portanto, raro de alguém se identificar – sua filha caçula é raptada durante um acampamento e se culpa por isso -, a ficção aproxima quase que todo o tempo o telespectador comum da fé incomum.  

Recheado de metáforas, ‘A Cabana’ vira uma parábola moderna. Enquanto falta fé no personagem principal, ela derrama em sua esposa (Nan, vivida por Radha Mitchell). A frequência da família à igreja aos domingos é religiosa, mas só a pequena Missy (Amélie Eve) é capaz de verbalizar as dúvidas que assolam o ser humano. Deus é mal? Deus é raivoso? Continue lendo “Por que as pessoas choram assistindo ‘A Cabana’?”