Crônicas da caixola

Uma coxinha de galinha, por favor!

27 de novembro de 2015

Esperava uma amiga. E, como ainda estava sozinha, pedi um chopp gelado. Nada contra esperar ou ficar sozinha em bar. Mas o amarelinho tem que me acompanhar. Pra mim, ajuda a distrair e o tempo passa mais gostoso.

Ela sempre fala “vamos no Sat’s”! e eu sempre fico arredia pra ir pra lá. Sempre tem algum outro compromisso e eu – confesso – evito aquela redoma. Sim, a gente senta ali e quando vê, ops, três da manhã. É muita gente boa, é muita gente bonita, é muito papo animado e sempre chega um petisco de surpresa. Falam do galeto, mas eu fico com o coração de galinha. E, olha, eu NÂO como coração de galinha – por pena mesmo. Mas ali eu me rendo. Continue lendo “Uma coxinha de galinha, por favor!”
Crônicas da caixola

Se há amor, resista

23 de novembro de 2015

“Não há amor que resista”. Foi o que ele me disse quando a primeira briga começou. Ok, não foi a primeira, mas a mais séria de todas. Nunca fomos um casal de discutir ou ter que conversar sobre todas as coisas. Alguém sempre cedia.
 
Mas desta vez eu que não cedo. Cansei de ceder, me entende? Cansei de me calar. Cansei de pensar que ia passar e tudo ia ficar bem. Cansei de tentar de novo. Cansei de esquecer e ter que passar por cima. Decidi, ergui a cabeça e falei. Não falei muito, por toda a eternidade nem o fiz lembrar-se dos sermões de sua mãe. Mas, sim, falei de forma objetiva. Direta como nunca tinha sido em todos esses anos.

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Crônicas da caixola

O Samuel, aquele… da academia!

Cheguei agitada e fui correndo pro vestuário pra colocar meu uniforme da saúde: calça legging e top. O dia foi corrido no trabalho e estava precisando de um pouco de endorfina para desestressar. Nada que uma boa corrida para esquecer dos problemas e, depois, um banho frio pra acordar de novo.
Mas, no meio do caminho tinha o Samuel.
Samuel estava lá, todo todo. Me olhava diretamente. Negro. Alto. Cheirando a homem. O suor escorrendo pelo rosto. E que rosto! Samuel é lin-do! E me deixa sem palavras. É, ele me deixa sem graça quando me olha daquele jeito.

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Crônicas da caixola

Sobre Viver

16 de novembro de 2015

Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Eu me amo!
Eu me amo! Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo!
Eu me amo! Eu amo! Eu te amo!
Eu me amo! Eu te amo!
Eu me amo?!
Amo?
Eu?!
Eu te amo!
Morri.

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Crônicas da caixola

Quando eu digo “não” querendo dizer “sim”

9 de novembro de 2015

Quando me pego pensando em você me pergunto se entendeu de fato o que eu disse. É justamente nessa hora que te acho burro, limitado, ignorante. Como um homem não percebe que o meu ‘não’ é um ‘vem, me aquece’? Como você, que me conhece como ninguém, não consegue distinguir pelos meus olhos o tempo certo entre o ‘não’ e o pensamento latente do ‘me pega’?

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Crônicas da caixola

Saudade

3 de novembro de 2015

Foi assim: mandei na lata. Como dizem os meus amigos paulistas, mandei ver!

 
A mensagem foi simples: “saudade”.
 
Eu disse a eles que não era preciso ter coragem pra dizer isso. Aliás, eu fui muito sucinta. Eu gostaria de ter escrito muito mais.

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Listas da Ju

LISTA: 5 conselhos que nenhuma mulher deve dar a outra

29 de outubro de 2015

Pior coisa que homem machista é mulher machista. Pronto, falei.

Vamos analisar bem antes de repassar tudo que nossas avós e mães falavam pra gente como se fosse verdade absoluta. Acredite: talvez nem com elas tantos conselhos de século passado deram certo.
Aceite a vontade de transar… É bom.. É normal…  não engorda… E te deixa com um sorriso largo que é uma beleza. Ah, e geralmente te deixa ainda mais bonita.
Então, deu vontade? Veste a camisinha e vai na fé!

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Crônicas da caixola

Como a vida surpreende e se reinventa

26 de outubro de 2015

A história de duas mulheres que perderam seus maridos

35 anos. Sem filhos. Do lar. E um conselho: viva tudo que há pra viver porque você nunca sabe quando pode terminar.As duas perderam seus maridos de forma inesperada; a primeira num acidente de carro, a segunda num infarto fulminante. Sofreram. E muito. Sofreram de uma forma que ninguém pode imaginar, julgar nem questionar. A tristeza é profunda, iminente e sem precedentes. As duas me confidenciaram – exatamente com essas palavras – “a vida continua”.

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Crônicas da caixola

O silêncio que nos une

22 de outubro de 2015

O silêncio que angustia, aprisiona e, ao mesmo tempo, sim, me liberta. Essa falta de palavras é uma distancia chamada simbiose. Um modo um tanto surpreendente do amor se manifestar. Prefiro não falar o que pode chocar, melhor até nem expor o que por trás guarda uma grande certeza.
 
O seu silêncio me faz crer que nada foi terminado, que nem tudo foi vivido e que ainda há muito para se comunicar.
As coisas mudam. E quando elas mudarem não será necessário verbalizar nada. Falar pra quê?
 
Ainda guardo os melhores momentos em silencio. O teu olhar perdido, o teu olhar focado e atento, a respiração ofegante e até mesmo a calma. Ainda mantenho você aqui comigo. E não preciso falar nada. Continue lendo “O silêncio que nos une”
Crônicas da caixola

Outubro Rosa: 1 dentre os 12 meses coloridos

19 de outubro de 2015

O dia que radicalizei e desapeguei das minhas madeixas
Outubro tem uma cor: rosa. Ele se refere às mulheres que encaram a luta contra o câncer de mama – vencendo-o ou não. A campanha começou na década de 90, nos Estados Unidos, e ganhou voos mundiais a favor da prevenção. Àquela época, a doença era arrebatadora e os cuidados ainda bem limitados. Com o tempo, a informação e o avanço da medicina contribuíram e muito para uma vitória significativa: é possível vencer o câncer!

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