Crônicas da caixola

Perhaps

27 de junho de 2017

Talvez eu fique. Talvez.

Fique em cada pinta do seu ombro

Fique em cada espirro na madrugada

Talvez até no ressoar da noite

ou no ronco nas primeiras horas da manhã

Naquele momento em que o sono não me pesa mais

Naquele segundo que você, e só você, resolver me acordar

O seu barulho talvez me embale

e o abajur ainda ligado me lembre que já é noite

Talvez eu goste.

Talvez seu som seja turbulento demais

É o eco da sua vida

Talvez eu até goste

Mas não fique.

Talvez eu goste

Mas não fique

É o eco da sua vida

Naquele segundo que você, e só você, resolve me acordar

Talvez seu som seja turbulento demais

Talvez eu até goste

O seu barulho talvez até me embale

e o abajur ainda ligado me lembre que já é noite

Naquele momento em que o sono não me pesa mais

Talvez até no ressoar da noite

Fique em cada pinta do seu ombro

ou no ronco nas primeiras horas da manhã

Fique em cada espirro na madrugada

Talvez eu fique. Talvez.

 

(licença concedida para os versos)

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